O presente artigo tem por objetivo avaliar empiricamente as variações na oferta de moeda e crédito no Brasil no período de 2009 a 2015, e determinar se tais variações podem acarretar flutuações cíclicas, conforme propunha a Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos (TACE). Para tanto, é feito uma contextualização do período em questão. De forma a auxiliar nos resultados, foi utilizado modelo autorregressivo vetorial e teste de causalidade de Granger para verificar o efeito das mudanças na oferta de moeda sobre a estrutura produtiva. Com exceção da indústria extrativista, as demais razões industriais e a produção industrial agregada revelam causalidade com as variações na oferta monetária, bem como o índice de atividade econômica e utilização da capacidade instalada. Portanto, os resultados obtidos apoiam os padrões sugeridos pela Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos, e confirmam a hipótese de flutuações cíclicas ocasionadas por choques monetários.