O presente trabalho tem como escopo a abordagem do instituto da propriedade enquanto mecanismo de gestão de escassez, fazendo-o sob a ótica da disciplina Análise Econômica do Direito, que busca ampliar a compreensão de fenômenos jurídicos a partir da utilização de ferramental teórico da economia. É realizada a distinção entre os modos público e privado de definição de propriedade, fazendo comparativos quanto aos custos sociais originados de cada um deles e as possíveis vantagens de suas implementações. Feita a contextualização, busca-se investigar a aptidão do Bitcoin como instrumento de definição de propriedade de forma independente do Estado, com incursão nas características tecnológicas e na política monetária desse ativo, bem como nas diferenças existentes entre propriedade física e propriedade digital.