Liberdade e Democracia em Tocqueville: UUm Contraste entre a Descentralização Espontânea da Democracia Americana e a Centralização Racionalista da Revolução Francesa
Mestre em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Federal da Paraíba. Bacharel em Direito pela Universidade Federal da Paraíba. Bacharel em LEA Negociações Internacionais pela Universidade Federal da Paraíba. Graduando de Licenciatura em Filosofia pela Universidade Cruzeiro do Sul.
O objetivo do presente artigo é identificar, na leitura de Alexis de Tocqueville, o contraste entre a descentralização espontânea da democracia americana e a centralização racionalista da Revolução Francesa. A partir da leitura das obras de Tocqueville, analisaremos a hipótese de que a particularidade da tradição empirista e consuetudinária dos Estados Unidos evitou que essa nação sofresse as consequências de um modelo de república centralizador nascente na Revolução Francesa, fundado na tradição racionalista continental. A abordagem do presente trabalho é qualitativa e a metodologia é exploratória por meio de revisão bibliográfica das duas principais obras de Tocqueville, Da democracia na América (1835 e 1840) e O Antigo Regime e a Revolução (1856). Conclui-se que, na leitura de Tocqueville, há um contraste entre a descentralização espontânea da democracia norte-americana, que busca conciliar igualdade de condições e liberdade individual, e a centralização racionalista da Revolução Francesa.
Referências
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