Autores kirznerianos consideram o empreendedor puro, um ator em alerta que não possui capital algum e descobre oportunidades objetivas de lucro; diferente dos rothbardianos, que afirmam o capitalista-empreendedor como aquele que possui capital, esta sujeito ao risco e procura oportunidades subjetivas. O presente artigo se concentra no aspecto ativo da pesquisa e da descoberta em que as oportunidades são definidas como tais, apenas quando concretamente exploradas. Melhor do que ninguém, o empreendedor kirzneriano possui o recurso da “arbitragem”, um conceito dinâmico formado por vários instantes sucessivos no tempo, que vai do perceber ao desfrutar de uma determinada oportunidade.