Este artigo trata de afinidades entre o pensamento católico e as teorias da escola austríaca de economia. Para tal, argumenta-se que se deve redescobrir o pensamento econômico dos escolásticos tardios. A ênfase austríaca na subjetividade e na escolha oferece a transmissão de um corpo de pensamento que torna coerente, notável e forte o elo entre a economia católica antiga e nova. O artigo encerra com reaparecimento dessas ideias na economia católica moderna. Traça-se assim um esboço de um quadro de uma tradição intelectual iniciada na escolástica, passando por Carl Menger e pelo filósofo Franz Brentano, até sua reintegração na doutrina social católica sob Karol Wojtyla.